Espaço de promoção da saúde na graduação em Odontologia: (re)significando saberes e práticas na produção do cuidado

Janaína Rocha de Sousa Almeida, Maria Cláudia de Freitas Lima, Camila Castro, Carlos Eduardo de Sousa Praxedes, Maria Elisabeth Sousa Amaral, Renata Mota Rodrigues Bitu Sousa

Resumo


A promoção da saúde demanda que a prática da atenção à saúde transcenda os conceitos normativos da Medicina em suas expressões clínicas e/ou de saúde pública, precisando ser construída e reconstruída em reconhecimento da realidade das experiências de vida dos pacientes. Desse modo, o objetivo desse artigo é relatar a experiência de desenvolvimento de atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças em um espaço compartilhado da Clínica Escola de Odontologia do Centro Universitário Christus, no período de 2015 a 2017. Os grupos de trabalhos foram formados por docentes, discentes e pacientes que eram atendidos na clínica. As ações realizadas foram pactuadas com os usuários no primeiro acesso à clínica, ao iniciar o atendimento do paciente, no âmbito da proposta de construção partilhada do plano de cuidado. Dentre as temáticas trabalhadas destacam-se diabetes e hipertensão, nutrição, saúde da mulher, saúde mental, disfunção temporomandibular, medicalização da vida e automedicação, sexualidade e infecções sexualmente transmissíveis, lesões orais, dores posturais, cuidados e prevenção de acidente vascular encefálico, meio ambiente, sustentabilidade, cárie e doença periodontal. O Espaço de Promoção da Saúde como estratégia metodológica desenvolvida na graduação em Odontologia tem propiciado uma formação acadêmica diferenciada, na qual os discentes e docentes sistematizam o planejamento, trabalham em equipe e promovem ações criativas, problematizadoras, participativas e interprofissionais, experienciando a vivência intersubjetiva com coletivos.


Palavras-chave


A promoção da saúde demanda que a prática da atenção à saúde transcenda os conceitos normativos da Medicina em suas expressões clínicas e/ou de saúde pública, precisando ser construída e reconstruída em reconhecimento da realidade das experiências de vida

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v19i2.731

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