Conhecimento e atitudes dos estudantes de um curso de Odontologia em relação à epilepsia

Isabella Christina Costa Quadras, Rafael Zancan Mobile, Ana Clélia Roussenq, Melissa Rodrigues de Araujo, Maria Angela Naval Machado, Antonio Adilson Soares de Lima

Resumo


A epilepsia é definida como um complexo de sintomas resultantes de diversas complicações neuronais que variam de alterações da consciência e da atividade motora até fenômenos sensoriais e comportamentos aberrantes. Esse problema de saúde tem sido associado a casos de estigma que podem repercutir seriamente na qualidade de vida do paciente. Este estudo teve por objetivo principal investigar o conhecimento e as atitudes em relação ao manejo de pacientes com diagnóstico de epilepsia dos estudantes de graduação do curso de Odontologia. A metodologia foi baseada na aplicação de um questionário estruturado com 17 perguntas fechadas que avaliaram informações como dados sociodemográficos, conhecimento sobre epilepsia e tolerância social. A amostra foi composta por 397 estudantes matriculados no curso de Odontologia da Universidade Federal do Paraná e dividida em: grupo 1, alunos cursando do 1º até o 7º semestre do curso e grupo 2, alunos do último semestre do curso. Os estudantes do grupo 1 tiveram mais oportunidades para atender pacientes com epilepsia do que os do grupo 2. A maioria dos estudantes manifestou atitudes positivas em relação ao convívio com pessoas que sofrem de epilepsia e considerou que elas não poderiam exercer determinadas atividades profissionais. A questão com menor número de acertos tratava do tratamento de pacientes com a doença. O conhecimento dos estudantes em relação à epilepsia foi baixo. Porém, o nível de atitudes positivas em relação ao convívio com esse tipo de paciente foi considerado alto.


Palavras-chave


Epilepsia. Conhecimento. Estigma Social. Estudantes de Odontologia. Inquéritos e Questionários.

Texto completo:

PDF (English)

Referências


(1) Chang BS, Lowenstein DH. Epilepsy. N Engl J Med. 2003;349(13):1257-66.

(2) Fisher R, van Emde Boas W, Blume W, Elger C, Genton P, Lee P, Engel J. Epileptic seizures and epilepsy: definitions proposed by the International League Against Epilepsy (ILAE) and the International Bureau for Epilepsy (IBE). Epilepsia. 2005; 46(4):470-2.

(3) Magiorkinis E, Sidiropoulou K, Diamantis A. Hallmarks in the history of epilepsy: epilepsy in antiquity. Epilepsy Behav. 2010;17(1):103-8.

(4) Eade R, Chapman SC, Horne R, Balestrini S, Rush J, Sisodiya SM. Applying a perceptions and practicalities approach to understanding nonadherence to antiepileptic drugs. Epilepsia. 2015;56(9):1398-407.

(5) Thurman DJ, Beghi E, Begley CE, Berg AT, Buchhalter JR, Ding D, et al. Standards for epidemiologic studies and surveillance of epilepsy. Epilepsia. 2011; 52(7): 2–26.

(6) Brodie MJ, Elder AT, Kwan, P. Epilepsy in later life. Lancet Neurology. 2009; 8(11):1019–30.

(7) Holmes TR, Browne, GL. Handbook of epilepsy. 4ª ed. Filadélfia: Lippincott Williams & Wilkins. 2008.

(8) Cascino GD. Epilepsy: contemporary perspectives on evaluation and treatment. Mayo Clinic Proceedings. 1994; 69:1199–211.

(9) Berg, AT. Risk of recurrence after a first unprovoked seizure. Epilepsia. 2008; 49(1):13–8.

(10) Wyllie E. Wyllie's treatment of epilepsy: principles and practice. 5ª ed. Filadélfia: Wolters Kluwer/Lippincott Williams & Wilkins. 2010.

(11) Devlin AL, Odell M, Charlton J, Koppel S. Epilepsy and driving: current status of research. Epilepsy Research. 2012; 102(3):135–52.

(12) Newton, CR. Epilepsy in poor regions of the world. Lancet. 2012; 380(9848): 1193–201.

(13) Wilden JA, Cohen-Gadol AA. Evaluation of first nonfebrile seizures. American family physician. 2012; 86(4):334-40.

(14) Beghi E. The Epidemiology of epilepsy. Neuroepidemiology. 2020; 54(2):185-91.

(15) Falci SGM, Armond ACV. The Effectiveness of the Cold Therapy (cryotherapy) in the Management of Inflammatory Parameters after Removal of Mandibular Third Molars: A Meta-Analysis. Int Arch Otorhinolaryngol. 2019; 23(2):221-8.

(16) Hassona YM, Mahmoud AA, Ryalat SM, Sawair FA. Dental students knowledge and attitudes toward patients with epilepsy. Epilepsy & Behavior. 2014;36:2-5.

(17) Aragon CE, Hess T, Burneo JG. Knowledge and attitudes about epilepsy: a survey of dentists in London, Ontario. J Can Dent Assoc. 2009; 75:450.

(18) Doshi D, Reddy BS, Kulkarni S, Karunakar PNA. Dentists knowledge, attitudes and practices toward patients with epilepsy in Hyderabad city, India. Epilepsy Behav. 2012; 23:447-450.

(19) Sharma PK, Misra AK, Chugh A, Chugh VK, Gonnade N, Singh S. Gingival hyperplasia: Should drug interaction be blamed for? Indian J Pharmacol. 2017; 49(3):257-259.

(20) Kartal A. Knowledge Of, Perceptions Of, Attitudes and Practices Regarding Epilepsy Among Medical Students in Turkey. Epilepsy Behav. 2016; 58:115-8.




DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v21i1.1087

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

ISSN Impresso: 1679-5954

ISSN Online: 2595-0274