Orientação Profissional no ensino odontológico brasileiro

Suzely Adas Saliba Moimaz, Adrielle Mendes de Paula Gomes, Tânia Adas Saliba, Artênio José Isper Garbin, Cléa Adas Saliba Garbin

Resumo


Neste estudo objetivou-se analisar os conteúdos de “Orientação Profissional” nas estruturas curriculares dos cursos de graduação em Odontologia do Brasil. As variáveis estudadas foram nomenclatura, período ministrado, carga horária e características das aulas (teórico/prático). Foi também realizada análise qualitativa dos conteúdos descritos nos planos de ensino das disciplinas. No endereço eletrônico do Conselho Federal de Odontologia foi obtida a lista com os 242 cursos de Odontologia. Destes, 192 disponibilizavam o plano de ensino, projeto pedagógico ou matriz curricular. Do total, 72,2% apresentavam alguma disciplina relacionada à “Orientação Profissional” e 3,2% eram ofertadas como disciplinas optativas. A carga horária média era de 46,5±26,96 horas (mediana = 40), sendo ministrada com maior frequência entre o 3º e 4º semestres (33,9%). Na maioria dos cursos (54,4%) os conteúdos são trabalhados de forma teórica. A nomenclatura apresenta variações, sendo a mais utilizada “Orientação Profissional”. Conclui-se que em todas variáveis estudas há uma grande heterogeneidade, destacando-se, assim, a dificuldade do ensino do tema de forma articulada e contínua nos cursos.


Palavras-chave


Faculdades de Odontologia. Educação Superior. Ensino.

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v19i3.733

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