Ansiedade em pacientes atendidos em clínicas odontológicas universitárias

Carla de Souza Oliveira, Oldeir Digno Ribeiro de Souza, Alexa Magalhães Dias, Tuélita Marques Galdino, Raquel Conceição Ferreira, Cláudia Silami de Magalhães

Resumo


Este estudo objetivou investigar a ansiedade em pacientes atendidos em clínicas odontológicas universitárias. O presente estudo transversal incluiu 49 pacientes recrutados nas clínicas odontológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil, de setembro de 2016 a agosto de 2017. Informações sobre sexo, idade, renda familiar, escolaridade, frequência de consultas odontológicas e procedimentos odontológicos causadores de desconforto foram coletadas por meio de questionário. O nível de ansiedade foi avaliado pela Dental Anxiety Scale. Observou-se um nível de ansiedade leve  (mediana = 6), com mínimo de 4 (não ansioso) e máximo de 19 (extremamente ansioso). As mulheres apresentaram maior ansiedade que os homens (p = 0,047). Indivíduos com 9 a 11 anos de escolaridade apresentaram menor nível de ansiedade odontológica do que aqueles com 0 a 8 anos de estudo (p = 0,025). Os participantes que atribuíram maior desconforto às cirurgias e ao uso de alta rotação apresentaram maior ansiedade (p = 0,002).  Conclui-se que a ansiedade leve está presente em pacientes submetidos a tratamento odontológico em clínicas universitárias, sendo as mulheres mais ansiosas do que os homens. Pacientes com maior grau de instrução foram menos ansiosos. O relato de maior desconforto com cirurgias e procedimentos alta rotação pode estar associado a uma maior ansiedade.


Palavras-chave


Ansiedade ao Tratamento Odontológico. Assistência Odontológica. Clínicas Odontológicas. Saúde Bucal.

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v18i4.799

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