Percepção dos acadêmicos de Odontologia em relação ao teste de progresso

Fabiana Aparecida Mayrink Oliveira, Marcelo Tarcísio Martins, Antônio Marcio Lima Ferraz Júnior, Cleide Gisele Ribeiro, Rodrigo Guerra de Oliveira, Fernanda Ribeiro Porto

Resumo


Este estudo teve como objetivo analisar a percepção dos acadêmicos de Odontologia em relação ao Teste de Progresso (TP). Após o término do TP, os 284 estudantes do curso receberam um questionário, que abordava a percepção do grau de dificuldade do teste na área básica e específica; a extensão da prova; clareza e objetividade dos enunciados; adequação das informações/instruções fornecidas para a resolução das questões; confirmação da abordagem dos conteúdos durante o curso; estudo dos conteúdos pelos estudantes e avaliação do tempo ofertado e utilizado pelos estudantes na resolução das questões. Empregou-se o coeficiente de correlação de Spearman e análise de correspondência.  Desta forma, observou-se que o grau de dificuldade da prova na área básica e na área específica foi maior nos primeiros períodos e quanto à percepção do estudante em relação à extensão da prova, a maioria considerou adequada, bem como a clareza e objetividade do teste. Quanto à dificuldade na realização do teste, os primeiros períodos relataram o desconhecimento de todo o conteúdo e para os últimos períodos, houve falta de motivação. A maioria dos estudantes respondeu que utilizou entre uma e duas horas para realizar o teste. Conclui-se que a percepção dos acadêmicos demonstra que o TP está sendo realizado de forma adequada. Observou-se ainda que os períodos iniciais relataram desconhecimento do conteúdo, o que corrobora com o objetivo do teste, que é avaliar o ganho cognitivo dos estudantes à medida que avançam no curso.


Palavras-chave


Avaliação. Taxonomia. Formação Profissional. Educação em Odontologia.

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v20i2.821

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