Clínica odontológica infanto-juvenil no período noturno: percepções e satisfação dos acompanhantes

Márcia Cançado Figueiredo, Eduarda Maria Pereira de Silvestre, Luísa Lapenta da Cunha, Jéssica Vaz Silva

Resumo


Com o início do atendimento na Clínica Odontológica Infanto-juvenil no período noturno na Faculdade de Odontologia da UFRGS, tornou-se necessário avaliar a percepção dos acompanhantes/responsáveis pelas crianças quanto ao horário de atendimento, pontuando questões que poderiam influenciar na vinda dos pacientes para a consulta, tais como segurança, mobilidade e acesso; o padrão comportamental da criança em relação à consulta e no dia posterior ao atendimento; a escolaridade e renda familiar; assim como a razão da busca pelo atendimento odontológico noturno. Foi realizado estudo transversal, observacional e analítico, por meio de questionário. Foram obtidas respostas de 58 acompanhantes, na maioria dos casos a mãe do paciente (60,34%), residindo no mesmo município da instituição (56,90%), com ensino médio completo (37,93%), renda familiar de até 2 salários mínimos (41,38%) e usuários de transporte público (58,62%) para ir e voltar das consultas. Dor e prevenção foram os principais motivos da busca por atendimento. Foram verificadas associações estatisticamente significativas entre responder excelente ou bom para o horário de atendimento e avaliar a qualidade do atendimento como excelente ou boa (p=0,05); informar que o horário não é desgastante para a criança (p=0,01); que a criança não demora para dormir após a consulta (p=0,02); e  nunca ter faltado a consultas (p=0,02).  A percepção dos acompanhantes foi que a falta de segurança e o congestionamento do tráfego característico do horário de início da consulta foram barreiras enfrentadas para comparecimento. Os acompanhantes apresentaram-se satisfeitos como atendimento noturno e sua percepção foi de que este horário não afetou o padrão comportamental das crianças.


Palavras-chave


Assistência Odontológica. Trabalho Noturno. Criança. Acompanhante.

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v18i4.596

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