Percepção de docentes de Odontologia sobre o uso de dentes humanos como recurso educativo em atividades pré-clínicas

Iago Bruno da Silva, Tâmara Tiffany Ferreira, Elias Gomes Ferreira da Silva, Andressa Barcelos Aires Barros, Lila Louise Moreira Martins Franco, Brunno Santos de Freitas Silva, Raquel Baroni de Carvalho, Leandro Brambilla Martorell

Resumo


O estudo teve por objetivo avaliar a percepção de docentes de Odontologia em relação à utilização de dentes humanos extraídos e dentes artificiais em atividades pré-clínicas. Utilizou-se um questionário com perguntas objetivas e subjetivas aplicado aos  professores cirurgiões-dentistas do Curso de Odontologia Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA. Dos 50 professores que correspondiam aos critérios de elegibilidade, obteve-se taxa de resposta de 76%. A média do tempo de formado dos docentes é de 20±9,7 anos e a média do tempo de docência de 17±10,5 anos. Quando questionados se dentes humanos deveriam ser utilizados como recursos educativos, a maioria (89,4%) respondeu que sim e em relação à aquisição de habilidades psicomotoras dos estudantes 68,4% acreditam que os dentes humanos são mais vantajosos. Citaram como desvantagem do uso aspectos relacionados à biossegurança (36,8%), dificuldade para obtenção dos dentes (21%), riscos de comercialização (15,7%) e aspectos éticos (15,7%). A maioria dos docentes de Odontologia do curso avaliado entendem que o uso de dentes humanos em atividades pré-clínicas tem maior potencial pedagógico, além de favorecer o desenvolvimento de habilidades motoras em comparação ao uso de dentes artificiais.


Palavras-chave


Ensino Odontológico. Dente. Docentes de Odontologia.

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DOI: https://doi.org/10.30979/rev.abeno.v20i2.966

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